08 julho, 2012

Mesmo depois de 12 anos, a cor dos teus olhos continua a ser um mistério. Aquele mistério que eu quero ficar o resto da vida a indagar. Sei-te de cor. Mas todos os dias gosto de reparar nas entradas do teu cabelo, e pentear-te com os meus dedos. Conheço a forma das tuas mãos, mas não me canso de as procurar e de reparar como as pontas dos teus dedos são mais largas. Sei de cor os sinais dos teus braços, mas não me canso de passar as minhas mãos neles para os encontrar de novo. Sei todas as tuas expressões.  Conheço o beicinho da tua boca quando eu digo algo que tu não gostas. A forma como as tuas sobrancelhas se mexem, e como piscas os olhos quando queres ganhar tempo para saber o que dizer. Adoro a forma como me agarras pela cinta e me puxas para ti, como a pedir desculpa por alguma parvoíce que disseste. E como andas de mãos nos bolsos quando queres gozar comigo. Adoro esse teu sorriso maroto e até a tua cara de chateado, quando eu me queixo que estou gorda. Reparo em todos os teu pormenores. Todos os dias. E gosto deles. Gosto de ti. E não me canso, nunca.
E hoje, quando o sol te bateu na cara, pareceste-me ainda mais lindo do que o habitual. Os teus olhos estavam ainda mais misteriosos e a tua pele dava ainda mais vontade de te tocar. E é nestas alturas que me esqueço de não andar com a máquina. Não poder eternizar estes momentos. Vale-me a minha memória. E o meu coração. Esse, guarda-te sempre!

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