Estava com saudades tuas e mortinha que voltasses. O bolo ainda estava morno e pus a água a aquecer para te fazer um chá.
Assim que chegaste corri para a porta. Apetece-me sempre abraçar-te com força e encher-te de beijos, mas contenho-me porque não te quero maçar.
E tu, ao de leve, puseste a mão no meu pescoço e enquanto sorrias beijaste-me. Quando a tua mão tocou no meu pescoço, o meu corpo todo se arrepiou. E quando os teus lábios tocaram os meus... não foram só os nossos lábios que se tocaram. Todo o nosso corpo se tocou. As nossas almas tocaram-se e trocaram-se. Eu deixei de ser eu e tu deixas-te de ser tu. Naquele bocadinho em que me beijas-te deixamos de ser quem somos para sermos simplesmente Nós.
O mesmo turbilhão de quando demos o nosso primeiro beijo há 7 anos. O mesmo de quando me beijavas às escondidas há uns meses atrás.
Só tu és capaz de me por assim. De me completar, me fazer transbordar.







